Inicialmente, os detentos do sistema carcerário do Ceará ficarão 20 dias na cadeia de Mossoró. Depois, provavelmente, seguirão para a Penitenciária Federal de Catanduvas (Paraná) ou outro presídio com regras mais rígidas.
A medida, solicitada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público Estadual, é uma das estratégias para sufocar os ataques das facções criminosos registrados no Ceará e que já duram dez dias.
Ontem, o governador Camilo Santana (PDT) havia anunciado a transferência de 20 presos. Porém, a Justiça cearense só autorizou a remoção de 18, enquanto a Justiça do Rio Grande do Norte só aceitou receber 15 (veja lista).
O grau de periculosidade dos criminosos foi um dos argumentos que convenceu os juízes a decidir pelo isolamento. Mesmo dentro do sistema penitenciário, eles comandavam o tráfico de drogas e acertavam o assassinato de inimigos ou devedores.
De acordo com a decisão judicial, o presídio de Mossoró não é um local indicado para a transferência de presos oriundos do Nordeste. Especialmente do Ceará, por causa da proximidade geográfica. No entanto, "diante da situação de emergência" concedeu-se a remoção. Depois de 20 dias, nova mudança para outra região do País.
NOVOS TRANSFERIDOS (GDE)
- Zaqueu Oliveira da Silva - Tem 37 anos. Foi autorizado para ser incluso no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), de isolamento total dentro da penitenciária. Traficante com atuação no bairro Passaré, autor de diversos homicídios. É citado como envolvido na Chacina das Cajazeiras, em janeiro do ano passado, quando 14 pessoas foram executadas dentro do Forró do Gago.
- Marcos da Silva Pereira - "Marquinhos Chinês", 39 anos. É apontado como um dos fundadores da facção GDE e um dos principais traficantes de drogas no Ceará.
- Yago Steferson Alves dos Santos - "Yago Gordão", 26 anos. Foi capturado em 21/12/2018. Estava foragido até então. Atua diretamente no tráfico de drogas. É um dos líderes da facção.
- Vinícius da Silva Oliveira - "Mortadela", 25 anos. Líder da facção em Maranguape. Envolvido no ataque ao Fórum da cidade, em janeiro de 2018, quando criminosos invadiram o prédio para roubar armas de fogo e destruíram vários processos criminais e picharam as paredes do local com a sigla GDE. Teria envolvimento com tráfico de drogas, associação criminosa e homicídios dolosos.
- Romário Cosmo Dantas do Nascimento - "Boby", 24 anos. Considerado perigoso traficante, atua na região do Sertão Central. Também envolvido com roubos.
- Paulo Victor Lopes Monteiro - "PV Galego", 31 anos. Sequestrador, com atuação em outros estados, também participação em assaltos a bancos e estabelecimentos comerciais.
- Jonnatas Ribeiro - "Urso da Pajuçara", 43 anos. Antecedentes de tráfico de drogas e porte ilegal de armas de fogo, homicídio e receptação. Também apontado em assaltos a bancos.
- Francisco Robson de Souza Gomes - "Mitol", 27 anos. Longa ficha criminal por roubos, homicídio doloso, tráfico de entorpecentes, porte ilegal de arma de fogo. Tem papel de destaque dentro da facção.
- Francisco Lucas da Silva Pereira - "Chico da Barra" ou "Luquinhas", 37 anos. Extensa ficha criminal por porte ilegal de armas, homicídios, roubo e sequestro relâmpago. Tem papel de destaque na GDE.
- Francisco Fábio Madeiro Lopes - "Fábio Pague Menos", 35 anos. Especialista em roubo a estabelecimentos comerciais, também com papel de destaque na facção.
- Francisco Anderson Silva de Sousa - "Bobo", 26 anos. Envolvido em roubo e uso de drogas. Estava foragido desde julho de 2017, quando escapou da CPPL 2.
- Francinelio Oliveira e Silva - "Urso da Pajuçara", 43 anos. Antecedentes ligados a tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, homicídio e receptação. Também envolvido com roubo a bancos.
- Fabiano Cavalcante da Silva - "Jhow", 31 anos. Considerado um dos líderes da GDE, com papel relevante na articulação da organização criminosa com outros grupos de vários bairros da Capital. Acusado de envolvimento na morte de 3 PMs na Vila Manoel Sátiro.
- Dedigal Rafael Alves Martins - "Goga", 30 anos. Envolvido com tráfico de drogas, porte ilegal de armas e homicídios. Atua na cidade de Paracuru.
- Bruno Cavalcante Costa - "Bradesco", 30 anos. Teria função de liderança dentro da CPPL 2, onde estava recolhido. Ficha criminal inclui porte ilegal de arma de fogo, furtos qualificados e roubos.
O POVO Online