“O presidente foi legitimamente eleito com 62 milhões de votos. Isso vai ser conversado, dentro dos aspectos legais”. Rodrigues, que tomou posse na manhã desta quinta-feira, 24, afirmou que ele próprio, como presidente do Inep, tem autoridade para ver a prova, mesmo que isso não seja a praxe.
Em novembro passado, ao criticar uma das questões do Enem que abordava o pajubá – conjunto de expressões usadas pela população LGBT -, o ainda candidato Jair Bolsonaro afirmou que em 2019 leria a prova antes de ela ser aplicada. “O presidente representa o anseio de mudança. Estou aqui dentro desse princípio. Vamos mudar o modelo, com responsabilidade, com coerência, dentro do legal”, disse o presidente do Inep.
Rodrigues deixou claro que mudanças serão feitas no Enem e que o banco de questões “não terá postura ideológica”. As perguntas da prova, segundo ele, deverão priorizar o que for necessário para medir o conhecimento. “Vamos respeitar nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Estadão Conteúdo