"Aconteceu um fato que não é muito usual: houve um rompimento muito rápido da barragem", declarou ele em entrevista coletiva concedida em Brasília.
"A sirene foi engolfada pela queda da barragem antes que ela pudesse tocar."
A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25), provocando uma tragédia que deixou ao menos 99 mortos e 259 desaparecidos.
O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.
Mais cedo nesta quinta, a Vale havia enviado nota à BBC Brasil dizendo: "Devido à velocidade com que ocorreu o evento, não foi possível acionar as sirenes relativas à barragem 1".
Especialistas afirmaram que existe tecnologia para que alertas sonoros de emergência sejam acionados em qualquer circunstância, independentemente da velocidade do evento.
G1