Desde o dia 29 de janeiro, não eram registrados ataques no Ceará, quando um ônibus foi incendiado no bairro Jangurussu. No entanto, nesta madrugada de segunda-feira, um caminhão com carregamento de trigo foi incendiado no bairro Álvaro Weyne. Moro disse que a percepção sobre o controle dos ataques pode mudar, mas até o momento de sua fala, acreditava na resolução de grande parte da crise.
Perguntado sobre o controle de vendas de materiais explosivos, utilizados em grande parte dos ataques no Estado, Moro concordou com a necessidade de registros mais rigorosos. Cerca de 5,7 toneladas de explosivos de uma carga foi roubada em dezembro e os produtos foram distribuídos entre os membros de facções criminosas que praticaram as explosões. Medidas relacionadas a restrições de vendas não entraram no pacote de Lei Anticrime, mas pode ser discutido paralelamente, segundo Moro.
O pacote apresentado pelo ministro prevê mudanças no conceito de organizações criminosas, bem como nas leis de progressão de pena. O endurecimento de punições para pessoas envolvidas com os grupos criminosos também é uma das propostas. Moro apresentou o projeto para governadores e ministros nesta segunda-feira. As alterações devem ser votadas pelo Congresso Nacional.
O POVO Online