O dinheiro foi pago a gráficos que confeccionaram 4,8 milhões de santinhos, panfletos e bottons, além de 20 mil adesivos para carro.
A quantidade de material é tão grande que, pelas limitações da legislação eleitoral, era quase impossível, em tão pouco tempo, distribuir tanto material – a legislação que disciplinou a campanha de 2018 proibia a distribuição de santinhos 24 horas antes da eleição. De acordo com a reportagem do Jornal O Globo, “as notas fiscais do dia 5 de outubro apresentadas pela candidata à Justiça Eleitoral são pelo fornecimento de 4,8 milhões de santinhos, panfletos e bottons, além de 20 mil adesivos para carros“. Gislani recebeu 3.501 votos.
A reportagem destaca, ainda, que Gislani teve receita de quase R$151 mil, dos quais R$ 150 mil foram transferidos pela direção nacional do PSL no dia 5 de outubro. Até então, de acordo com o texto, ela não tinha obtido doação alguma. No próprio dia 5, a candidata repassou quase R$ 143 mil para três gráficas.
Outro aspecto que desperta curiosidade: Gislani foi a única mulher a receber dinheiro do PSL no Ceará, embora o partido tenha tido outras 18 candidaturas femininas no estado. Além dela, apenas Heitor Freire, presidente da sigla no estado, foi beneficiado com recursos partidários. Freire foi eleito deputado federal e apresentou gastos de campanha de R$ 64,2 mil, menos da metade de Gislani.
A reportagem destaca, também, que “a maior parte da despesa da candidata — R$ 103,2 mil — foi concentrada em uma única gráfica, a M C de Holanda Carvalho, cujo nome fantasia é EH 8 Comunicação Visual“. A mesma gráfica imprimiu material para Heitor Freire.
Ceará Agora