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Governo tenta inovar, mas digital de deputados na indicação de aliados encontra rejeição

Governo tenta inovar, mas digital de deputados na indicação de aliados encontra rejeição

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
18/03/2019 às 10h51 Atualizada em 18/03/2019 às 10h51
Governo tenta inovar, mas digital de deputados na indicação de aliados encontra rejeição
Foto: Reprodução
A estratégia política ganhou repercussão nesse  final de semana que antecede o início da batalha que o Governo precisa travar para aprovar a reforma previdenciária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal. O recado é bem claro: o governo quer que deputados deixem suas digitais nas indicações feitas para preenchimento dos cargos de segundo e terceiro escalões. 
A ideia é que os parlamentares assinem uma planilha, ao lado dos nomes de seus afilhados políticos, para que possam ser cobrados, caso eles venham a se envolver em alguma irregularidade após assumir o posto. Os deputados já têm em mãos a lista de cargos disponíveis para nomeações nos estados, mas não demonstram muito ânimo para preenchê-los.  
Os cargos sem maior expressão não despertam interesse dos parlamentares. O governo nega, mas, entre os aliados, há um sentimento: o preenchimento das vagas é um gesto para a conquista de apoio à reforma da Previdência, considerada fundamental para o ajuste das contas públicas. 
Além da inexpressão dos cargos, a exigência para que os políticos coloquem suas assinaturas nas indicações, desagradou ainda mais os congressistas. 
Segundo reportagem do Jornal O Estado de S.Paulo, auxiliares do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, argumentam que os aliados também precisam arcar com o ônus de ser governo. Além de assumir a responsabilidade pelo apadrinhado, a assinatura também garante ao governo uma prova de que o deputado participa efetivamente de sua base de apoio e, portanto, poderá ser cobrado em votações de interesse do Executivo.

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