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Reforma da Previdência motiva embate entre deputados na Assembleia

Reforma da Previdência motiva embate entre deputados na Assembleia

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
26/03/2019 às 18h46 Atualizada em 26/03/2019 às 21h16
Reforma da Previdência motiva embate entre deputados na Assembleia
Foto: Reprodução
“Na verdade, a reforma está sendo feita não para equilibrar contas, mas para salvar os banqueiros. Hoje saem, a partir de renúncias e desonerações, mais de R$ 157 bilhões da Seguridade Social. Segundo, não se toca na reforma Tributária, que era uma reforma importante. Aqueles que ganham acima de 240 salários mínimos, ou seja, a elite da elite, 70% dessa renda é isenta e não tributável, porque os dividendos, por exemplo, não são tributados”, disse o parlamentar ao citar dados publicados pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco).  
João Jaime pediu um aparte e contestou as informações, segundo ele porque o órgão tem interesse na não aprovação da reforma. “Os números são de uma associação de auditores fiscais. Por quê? Porque ganham salários altíssimos e não querem perder essa boquinha de se aposentar com valor cheio”, afirmou o deputado.  
O deputado do DEM também fez críticas à discussão conjunta de duas reformas diferentes. “O que o deputado fez foi misturar reforma da Previdência com reforma Tributária, alegando que as grandes fortunas não são taxadas. Isso aí não tem nada a ver com reforma da Previdência. Isso aí tem que taxar, tem, mas em outra reforma. A questão da reforma da Previdência é muito fácil de se explicar e está aí posta para que as pessoas discutam, mas discutam falando a verdade”. 
Para Roseno, a questão é “matemática, e não ideológica”. “É uma grande mentira dizer que ela ataca privilégios. Ela ataca direitos”, disse o deputado do PSOL. 
Já na visão de João Jaime, os maiores prejuízos trazidos pela reforma cairão na conta dos funcionários públicos. “Aqueles que fazem parte dos grandes salários, como altos funcionários do Judiciário, do Executivo, do Legislativo, inclusive nós, deputados, seremos os mais prejudicados. Porque hoje um juiz se aposenta com 35 mil reais, desembargador com 40, promotor ou procurador com 30, 35, um deputado a mesma coisa. E todos esses, aprovada a Reforma da Previdência, vão se aposentar igual à iniciativa privada, que tem como teto 5.700 reais”, concluiu.