Antes de apresentar o laudo à imprensa nesta manhã, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, adiantou que não seria respondida à pergunta se houve ação criminosa no incêndio. Segundo ele, a investigação ainda está em curso e não há data prevista para divulgação da conclusão do inquérito.
Os detalhes do trabalho pericial foram apresentados pelo delegado responsável pela investigação, Paulo Telles, e três peritos – um especialista em audiovisual, outro em incêndios e outro em eletricidade.
A primeira etapa da investigação se concentrou em identificar onde teve início o fogo que consumiu o prédio. O primeiro passo foi registrar imagens do museu imediatamente após controladas as chamas. "Foram feitas centenas e centenas de imagens", destacou o perito José Rocha, especialista em audiovisual.
Rocha explicou que havia riscos para o trabalho dos peritos, e registrar a situação do prédio era fundamental, pois havia ameaça de colapso do prédio, dificultando ainda mais as análises.
Incêndio destruiu grande parte do acervo
O incêndio de grandes proporções que destruiu o Museu Nacional começou por volta das 19h30 do domingo, 2 de setembro, e só foi controlado no fim da madrugada de segunda-feira (3). Mas pequenos focos de fogo seguiam queimando partes das instalações da instituição que completou 200 anos em 2018 e foi residência de um rei e dois imperadores.
A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída. Fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte viraram cinzas. Pedaços de documentos queimados foram parar em vários bairros da cidade.
G1