"Não é tanta notícia ruim como a imprensa vem publicando", disse Bolsonaro após participar de um churrasco na casa de um amigo em Brasília.
O chefe do Executivo federal chega, na próxima quarta, aos 100 dias de gestão com a marca de ter enviado para o Congresso Nacional uma proposta de reforma da Previdência e um pacote de medidas de combate à criminalidade, promovendo a flexibilização das regras para a posse de armas e destravado os leilões de portos e aeroportos. Os três últimos são suas promessas de campanha eleitoral.
No primeiro trimestre de administração, o presidente também foi desafiado por conflitos em sua equipe. Ele afirmou que nesta segunda-feira resolverá a disputa na Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex). O presidente da Apex, Mário Vilalva, tem apoio dos militares e está em confronto com diretores próximos do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, homem da confiança do escritor Olavo de Carvalho, guru ideológico de Bolsonaro.
Reforma
O Palácio do Planalto também ficará de olho na Câmara dos Deputados com a expectativa da leitura do parecer do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Marcelo Freitas (PSL-MG). Ele vai apresentar seu relatório sobre a constitucionalidade da proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19) na próxima terça-feira.
Freitas afirmou que a proposta será aprovada no colegiado. "Nós vamos passar na CCJ com certeza", disse. Segundo ele, o relatório está quase pronto e terá entre 20 e 25 páginas. A votação do texto deverá ocorrer na semana que vem, no dia 17.
Além de garantir o andamento da sua proposta para as novas regras das aposentadorias, Bolsonaro quer ver avançar o pacote de medidas de combate ao crime e à corrupção. Na próxima terça-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, vai expor suas ideias aos deputados do grupo de trabalho (GT) responsável pela análise do pacote anticrime (PL 882/19).
O colegiado também examina dois projetos (PLs 10372/18 e 10373/18) elaborados por uma comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O Planalto prepara uma cerimônia de comemoração dos 100 dias de mandato. Em meio às avaliações desse período do Governo, Bolsonaro também intensifica reuniões com dirigentes partidários, em busca de apoios e votos para os projetos que prometeu implementar no País.
Alinhamento e respeito
O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, mostrou respeito e alinhamento à orientação do presidente da República, Jair Bolsonaro, durante evento para brasileiros de universidades americanas em Boston (EUA), e defendeu que Bolsonaro é "muitas vezes tão criticado, muitas vezes tão pouco compreendido".
Destaque em rede social
No Twitter, Bolsonaro começou a destacar os relatos de ministros sobre avanços de suas Pastas. Ontem, o presidente retuitou postagem do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com o emoji de aprovação (joinha): "Aviação civil já cresce acima de 6% comparada a 2018. Nos principais aeroportos, chegamos a níveis de 2011, auge do setor. Somos 5º mercado mundial, com potencial para 3º. Precisamos consolidar abertura de capital estrangeiro nas cias pra assegurar competição e equilibrar tarifas".
Diário do Nordeste