“Nunca foi oficializado nada do governo do Estado. Não tem um ofício da secretaria falando desse programa nem dizendo o que queria de apoio do Estado”, diz Camilo.
Ainda segundo o governador, “até hoje não sei qual o apoio para a implantação desse projeto”.
Camilo admite também haver ficado “surpreso que, num evento político, o secretário ter anunciado que o projeto não veio por culpa do Estado”. E acrescentou: “Isso é mentira”.
O petista então fala que a “eleição já passou” e que estão “utilizando de forma desleal essa questão pra fazer politicagem baixa”.
O governador relata que, em março, recebeu um telefonema de Theophilo para tratar do programa, cujo objetivo é reduzir os índices de violência no País. Para tanto, foram escolhidas cinco cidades que funcionarão como projeto-piloto. Maracanaú era um desses municípios, tendo sido substituído por Paulista (PE). Por ano, serão destinados cerca de R$ 50 milhões para cada uma delas.
“Ele (Theophilo) diz que o governo federal ia implantar um projeto em cinco cidades do País. Marcamos uma reunião com a minha presença. O general não veio. Mas enviou um secretário-adjunto”, conta Camilo.
O chefe do Executivo complementa que o brigadeiro Riomar, adjunto de Theophilo, foi recebido pela cúpula da segurança do Estado.
O POVO Online