Um ano após uma ligeira queda na superlotação, os presídios brasileiros voltaram a registrar um crescimento populacional sem que as novas vagas dessem conta desse contingente. O percentual de presos provisórios também voltou a crescer. Em 2018, a superlotação cearense estava 80,5 % acima da capacidade, eram 23.591 presos para 13.072 vagas.
Pernambuco é o estado com penitenciárias mais superlotadas, estando 178,6% acima da sua capacidade prisional. Em seguida estão Roraima, Amazonas, Distrito Federal e Ceará. Na extremidade inversa da lista está o Paraná, com superlotação de 15,4%.
Ressocialização
Os dados, coletados junto aos governos dos 26 estados e do Distrito Federal, expõem outras falhas no sistema penitenciário brasileiro: os baixos números de detentos que trabalham ou estudam, componentes necessários à ressocialização.
No Brasil, menos de um em cada cinco presos (18,9%) trabalha e apenas 12,6% estudam. No Ceará, apenas 410 detentos (1,4% do total) trabalham, sendo o pior índice no País, e 1.900 (6,5%) estudam, conforme o estudo.
O POVO Online