As duas pastas tinham sido extintas na reestruturação feita pelo governo Jair Bolsonaro, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios. De acordo com o blog de Gerson Camarotti, parlamentares de partidos como MDB, DEM e do bloco chamado "Centrão" estavam pressionando o Planalto pelo aumento do número de ministérios a fim de atender às demandas por indicações políticas.
Em troca, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) permaneceria subordinado ao Ministério da Justiça e Segurança, como defende o ministro Sérgio Moro – grupos de parlamentares pretendiam que o órgão fosse para o Ministério da Economia. O conselho é um organismo de inteligência que fiscaliza.
O G1 procurou a assessoria do Palácio do Planalto para confirmar a informação e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
Registro sindical muda
Ainda de acordo com o líder do governo, o ministro Paulo Guedes foi comunicado nesta terça-feira que a responsabilidade sobre os registros sindicais passará do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia.
A concessão dos registros cabia ao extinto Ministério do Trabalho e foi suspensa no ano passado após a Polícia Federal ter deflagrado a Operação Registro Espúrio, que apurou fraudes nas concessões.
Segundo Fernando Bezerra, Guedes preferia que a responsabilidade permanecesse com o Ministério da Justiça.
"Comunicamos a ele [Paulo Guedes] que o registro sindical sai do Ministério da Justiça e vem para o Ministério da Economia. Ele, em princípio, preferia que isso ficasse no Ministério da Justiça, mas explicamos a ele as demandas que surgiram", declarou o líder.
A retomada da concessão dos registros foi anunciada na semana passada, pelo Ministério da Justiça.
G1