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Cerinha é empossado na Câmara de Santa Quitéria após morte de vereador

Cerinha é empossado na Câmara de Santa Quitéria após morte de vereador

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
10/06/2019 às 07h00 Atualizada em 10/06/2019 às 07h00
Cerinha é empossado na Câmara de Santa Quitéria após morte de vereador
Foto: Reprodução
Fotos: Thiago Rodrigues
Cerinha, que tem como base eleitoral o distrito de Lisieux, ocupou mandato na Casa de 2013 a 2016, tendo sido o vereador mais votado do município e em 2016, foi o primeiro suplente da coligação "Santa Quitéria que a Gente Quer", com 809 votos.
Após edital de convocação para se oficializar no cargo, no dia 05, um documento assinado pelo próprio Cerinha e sua esposa, Tânia Maria Lopes, como representante legal, informava a impossibilidade de assumir o cargo, dado sequelas de um AVC isquêmico e permanecendo em recuperação, deixando trânsito livre para o segundo suplente, Eliandro Mesquita (PSL).
Curiosamente, no mesmo dia, um novo documento (com grafia diferenciada do anterior) foi apresentado pelo suplente, dizendo estar apto ao trabalho conforme laudo emitido pelo INSS e que desejava assumir a vaga, pedindo para desconsiderar qualquer outra comunicação. Ao A Voz de Santa Quitéria, justificou desconhecer quem foi o autor do primeira declaração, mas afirmou que não iria atrás de informações sobre tal.

Farpas
No início da sessão, quando ocorria a leitura dos documentos, começou uma troca de farpas entre os vereadores. Enquanto Haroldo lia o edital de convocação, Lino Paiva solicitou a leitura do primeiro documento, sendo retrucado pelo presidente, que se recusou a ler e ratificando que a vaga era do Cerinha, mencionando que "o plano da oposição não deu certo". O contraponto veio de que estavam escondendo documentos e pedindo a autonomia do Legislativo, que "só assinava as ações da gestão".


Em seguida, um novo questionamento: o diploma. Isso porque, segundo a bancada oposicionista, para que a Câmara desse posse, se fazia necessária a diplomação do vereador pelo Cartório Eleitoral. Os parlamentares insistiram na questão, cogitando até suspender a posse de forma judicial. A Casa, por sua vez, justificou haver o protocolo junto à 54ª Zona, no entanto, com a ausência do juiz Gilmário Barros, não foi possível a tempo da sessão.
Mesmo cumprimentado por seus colegas e amigos de Câmara pelo seu retorno, Cerinha estava visivelmente constrangido com a situação, tanto que preferiu não discursar.