
“É um material avassalador, muito vasto, muito grande, contém conversas, vídeos, áudios, fotos, prints, tudo que a gente faz costumeiramente em um aplicativo… A gente está trabalhando e não tem como saber. Eu diria que a gente abriu uma janela. A gente não conseguiu olhar tudo ainda, tem muito coisa. Eu diria que a gente olhou 1% do material, é muita coisa. É importante deixar claro que a gente está tendo todo o cuidado para divulgar apenas o que é de interesse público, mas óbvio que não vamos divulgar os outros 99%”.
“A gente tem um tempo de mensagens de mais ou menos três anos, bem no meio da Lava-Jato. Então essa troca de mensagens entre Moro e Dallagnol é o chat privado deles, mas a gente tem grupos que têm procuradores apenas da Lava-Jato, tem outros da Lava-Jato e outros procuradores, do Brasil inteiro, e há também outras conversas”.
“Tem de tudo. Os grupos eram muito ativos e eles eram usados para trabalho mesmo. Eles criavam grupos temáticos, até alguns fazendo referências pop. Tinha um chamado “The winter is coming”, de Game of Thrones. O outro grupo era “os incendiários”. Eles eram temáticos para definir coisa. Cada um foi criado com objetivo diferente, e obviamente tem conversas, prints, fotos, documentos”.
“Estamos fazendo um pré-filtro, para ver se é de interesse público e se elas param em pé. A gente tem uma meia dúzia de histórias que já tínhamos como opção anterior de sair na frente e agora estamos olhando para ver se fazem sentido, se vamos citar os contextos corretamente… O contexto está absolutamente claro, os chats são detalhados, extensos, com horários, com data. Não há dúvidas sobre o que eles estão falando. Agora estamos olhando para essas outras histórias”.
“Seria absolutamente escandaloso se o advogado do Lula conversasse por dois anos com o juiz Sergio Moro, ele dizendo ‘olha faz isso, faz aquilo’. Ele antecipou uma sentença pelo Telegram. Isso é escandaloso. Em qualquer país sério isso teria uma sentença séria”.