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MP notifica André Fernandes para explicar acusação que nunca foi sigilosa

MP notifica André Fernandes para explicar acusação que nunca foi sigilosa

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
24/06/2019 às 15h38 Atualizada em 24/06/2019 às 15h38
MP notifica André Fernandes para explicar acusação que nunca foi sigilosa
Foto: Reprodução
Na entrevista, uma das maiores reclamações do deputado do PSL foi pelo que considera “vazamento” do documento que entregou ao Ministério Público que, para ele, era sigiloso. Com exclusividade publicado pelo Focus, o documento com a grave acusação contra Nezinho Farias (ligação com o PCC) causou imenso alvoroço na Assembleia Legislativa. O deputado acusado negou tudo e disse que vai processar Fernandes. O clima entre o jovem deputado e os colegas da Assembleia, que já exalava azedume, piorou de vez.
Só que não houve vazamento e muito menos sigilo. Quem concede sigilo a um documento ou a uma investigação é o Procurador-Geral de Justiça. No caso, o procurador Plácido Barroso Rios. Em conversa com o Focus, o procurador disse que jamais colocou a denúncia do deputado na condição de sigilosa: “Li e vi que não havia nenhuma razão para decretar sigilo”, explica Plácido. “Sigilo é exceção. A regra geral é a publicidade”, disse o procurador.
“Tratava-se de uma acusação gravíssima, que colocava em cheque o Poder Legislativo, baseada em especulação que, ao meu ver, feneceu por não haver suporte relevante diante do que até aqui foi exposto”, sustenta o Procurador-Geral.
Agora, quem vai ter que dar mais explicações é o próprio deputado André Fernandes. Plácido relatou ao Focus que notificou o parlamentar para depor na Procuradoria na próxima quarta-feira. O objetivo é que o parlamentar preste esclarecimentos sobre a denúncia que fez e, sendo o caso, ofereça mais detalhes que possam sustentar a instauração de um procedimento de investigação criminal. “Espero que tenha algo a mais a dizer”, declarou Plácido.

Focus.jor