Momentos antes de divulgar os votos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), subiu à tribuna e discusou aos colegas.
"Todos nós falamos muito com combater privilégios. E o nosso sistema previdenciário comete um dos maiores erros que um sistema pode cometer porque o nosso sistema, como é deficitário, coloca o Brasil numa realidade muito dura. Estas reformas vêm no intuito de reduzir desigualdades, e esse eu tenho certeza que é o objetivo de todos os parlamentares aqui presentes", afirmou.
As arquibancadas do plenário da Câmara foram esvaziadas durante a sessão. Manifestantes iniciaram um protesto na entrada do anexo 2 da Casa, depois de serem impedidos de entrar no prédio. A Polícia Legislativa foi chamada e isolou a entrada. Policiais detinham cacetes e spray de pimenta das mãos.
A oposição chegou a iniciar um movimento de obstrução da pauta para atrasar a votação, mas o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) conseguiu encaminhar as discussões e votar a matéria do governo dentro do prazo previsto.
O último requerimento de retirada de pauta foi rejeitado por 314 votos contrários e 25 favoráveis, com duas abstenções. Há ainda cerca de 18 pedidos para modificações no texto. O número de destaques foi reduzido depois que o Plenário rejeitou emendas individuais, mantendo somente as de bancada.
Negociações, ainda nesta quarta-feira (10), garantiram à bancada da segurança pública um acordo com líderes partidários e governo para que policiais federais, policiais rodoviários federais e policiais legislativos fossem beneficiados com regras mais brandas na reforma da Previdência. A bancada das mulheres também fechou acordo.