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Defesa de prefeito monstro usa mesma estratégia de João de Deus para prisão domiciliar

Defesa de prefeito monstro usa mesma estratégia de João de Deus para prisão domiciliar

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
21/07/2019 às 12h42 Atualizada em 21/07/2019 às 12h42
Defesa de prefeito monstro usa mesma estratégia de João de Deus para prisão domiciliar
Foto: Reprodução
Alegou-se que Hilson sofre de cardiopatia, doença na próstata e síndrome do pânico. Com isso, o Ministério Público solicitou laudos que confirmem as doenças. O prefeito afastado deve passar por perícia.
Questiona-se, entretanto, a veracidade das alegações da defesa como apenas uma estratégia para livrar Hilson de Paiva da prisão. Pois, se ele está tão debilitado assim, por que não renuncia a Prefeitura de Uruburetama? O advogado Leandro Vasques apresenta os crimes das décadas de 80/90 como prescritos. Por outro lado, os crimes atuais devem ser relevados, pois, ele está doente.
Hilson Paiva, contudo, mostrou-se em plena saúde para abusar de mulheres. Uma monstruosidade. O Poder Judiciário tem de mantê-lo longe da sociedade, atrás das grades.

João de Deus
O médium João de Deus é acusado de abusar sexualmente de dezenas de mulheres durante atendimentos espirituais e, assim como Hilson Paiva, nega os crimes. O líder espirital está preso desde o começo do ano e chegou a ficar internado em um hospital tratando um aneurisma no abdômen.

Nota do TJCE
Em audiência de custódia realizada hoje, 20/07/2019, na comarca de Itarema, que responde neste plantão judiciário pela comarca de Cruz, a defesa do médico e prefeito afastado de Uruburetama, José Hilson de Paiva, solicitou de forma oral, a conversão da prisão provisória em prisão domiciliar, alegando que o acusado sofre de cardiopatia, doença na próstata e síndrome do pânico.
Por não apresentar laudos atestando essas enfermidades, o Ministério Público solicitou que a defesa apresente a documentação, num prazo de 15 dias, junto à Vara de Cruz, de onde foi expedido o primeiro mandado de prisão preventiva contra o médico e prefeito afastado.
Após a apresentação da documentação, a Justiça deve ouvir o Ministério Público e provavelmente requisitar perícia médica para então apreciar a solicitação de prisão domiciliar.
CN7