Em junho, a Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva do vereador, mas o Ministério Público do Ceará (MPCE) recomendou a aplicação de medidas cautelares mais brandas. Entre os casos investigados, estão denúncia de ele ter oferecido emprego a um grupo de pessoas em troca de dinheiro e um caso de venda indevida de vagas de táxi.
Além do afastamento do cargo de vereador, Romário deveria comparecer mensalmente à 3ª Vara Criminal da Comarca de Sobral, não se ausentar da cidade sem prévia comunicação escrita, não sair de casa durante a noite e nos finais de semana, nem manter contato com as vítimas. Ele ainda deveria pagar fiança de 100 salários mínimos, cerca de R$ 100 mil.
O acusado, no entanto, descumpriu as obrigações. Romário não pagou a fiança e não compareceu à 3ª Vara Criminal para prestar esclarecimentos de suas atividades, afirma a juíza Joyce Sampaio Fontenelle Durval, o que motivou a decisão.
"Ressalte-se, entretanto, que a prisão cautelar não ofende o princípio da presunção de inocência", ressalta a juíza no documento.
Histórico
Desde fevereiro, Romário Araújo é investigado por prometer empregos públicos em troca da participação em um curso. Apenas neste caso, pelo menos 36 pessoas prestaram queixa na delegacia contra o vereador. Uma das vítimas afirma que pagou R$ 900 para participar de suposto curso preparatório para o exercício de função na área de fiscalização institucional do Governo do Estado.
Diário do Nordeste