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Funcionários públicos e advogados são suspeitos de fraudar transferência de presos e audiências

Funcionários públicos e advogados são suspeitos de fraudar transferência de presos e audiências

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
02/08/2019 às 09h31 Atualizada em 02/08/2019 às 09h31
Funcionários públicos e advogados são suspeitos de fraudar transferência de presos e audiências
Foto: Reprodução
De acordo com o MPCE, os envolvidos atuavam junto às instituições de administração da Justiça e delegacias locais nos municípios de Fortaleza, Caucaia e Maracanaú. Além das prisões, os investigadores cumprem mais 25 mandados de busca e apreensão contra os envolvidos.
As investigações apontam que os investigados recebiam o pagamento de propina para realizar distribuição de processos para juízos previamente escolhidos e transferir presos para unidades prisionais específicas no estado. Além disso, o esquema também escolhia as datas para a realização de audiência de custódia.
Conforme o MPCE, os suspeitos também confeccionavam cartas de emprego e certidões públicas falsas com a participação de funcionários públicos. Com isso, o grupo conseguia influenciar em decisões judiciais através da interveniência de funcionários da Justiça.

Furtos de caixas eletrônicos
Durante a investigação, os promotores do Gaeco identificaram um outro grupo criminoso que realizava furtos mediante arrombamentos de caixas eletrônicos bancários. A quadrilha contava com a participação de advogados, particulares e criminosos trazidos do estado de Santa Catarina para atuarem no Ceará.
Os mandados judiciais foram deferidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza e estão sendo cumpridos com o apoio do Núcleo de Investigação Criminal do MPCE (NUINC), do Departamento Técnico Operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (DTO), da Polícia Militar do Estado do Ceará e da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (COINT).
Os órgãos ainda não divulgaram quantas pessoas já foram presas durante a operação, nomeada de "Operação Rábula". O Ministério Público deve conceder uma entrevista coletiva ainda nesta sexta-feira para detalhar o funcionamento do esquema.