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PF prende em Fortaleza diretor do Porto de Santos em operação contra fraudes em contratos

PF prende em Fortaleza diretor do Porto de Santos em operação contra fraudes em contratos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
22/08/2019 às 15h40 Atualizada em 22/08/2019 às 15h40
PF prende em Fortaleza diretor do Porto de Santos em operação contra fraudes em contratos
Foto: Reprodução
No momento da publicação, Gabriel Eufrásio estava prestando depoimento, acompanhado por sua defesa. O advogado Leandro Vasques, que representa a defesa do diretor preso, afirmou que seu cliente se mostrou colaborativo, não se furtou de responder a nenhuma indagação, demonstrou que não ostentou nenhum ganho patrimonial após sua passagem no cargo de diretor da Codesp e que não teme a acusação por crer em sua plena inocência.
Gabriel Eufrásio também é alvo de um mandado de busca e apreensão.
A operação, denominada Círculo Vicioso, é segunda etapa da Operação Tritão, desencadeada em outubro de 2018. Eufrásio havia sido preso temporariamente à época, mas foi beneficiado por um Habeas Corpus e foi solto 13 dias depois após pagar uma fiança da R$ 120 mil. 
Ao todo, são cumpridos 21 mandados de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo/SP, Santos/SP, Guarujá/SP, Ilha Bela/SP, Bragança Paulista/SP, Serra Negra/SP e Duque de Caxias/RJ, além da capital cearense. A ação conta com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF). As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara da Justiça Federal de Santos.
Os prejuízos causados à Codesp nessa etapa, conforme a PF, somam mais de R$ 100 milhões. Ainda segundo a PF, a partir das provas colhidas com a operação Tritão, depoimentos feitos por colaboração premiada e com as informações fornecidas por membros da atual diretoria da Codesp, foram comprovadas as fraudes então investigadas, "além de outras que permaneceram sendo executadas mesmo após a prisão de alguns membros da organização criminosa", informa o órgão.
Os investigados devem responder pelos crimes de organizac?a?o criminosa, associac?a?o criminosa, fraude a licitac?o?es, corrupc?a?o ativa e passiva, "sem prejuízo de eventuais outras implicações penais que possam surgir com o descortinar das investigações", de acordo com a Polícia Federal. 

Diário do Nordeste