No documento, Susana lista uma série de despesas que não poderiam ser contratadas com o valor mais baixo do orçamento. Entre elas, estão a locação de veículos, diárias, passagens, software de gerenciamento e armazenamento de dados, e até água, luz e telefone dos postos de coleta das informações.
O ofício faz parte das discussões para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, que será encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 31. Todos os anos, a equipe econômica envia previamente os limites de gastos que os órgão terão para o ano seguinte, chamado de referencial monetário.
Para o ano que vem, o Ministério da Economia, do qual Paulo Guedes é o titular, informou que o IBGE teria direito a R$ 2 bilhões, valor a ser usado no Censo 2020. O órgão afirma, porém, que são necessários R$ 2,3 bilhões para organizar a pesquisa e diz que esse valor é “o mínimo necessário à realização da operação censitária”.
“Inevitável alertar que, com o referencial monetário recebido pelo IBGE, a operação censitária fica claramente inviabilizada”, diz o ofício.
Para viabilizar o Censo 2020, o IBGE já teve de cortar questões e reduzir custos, visando a uma economia de 25% na comparação com a pesquisa feita dez anos antes.
Praticamente todas as áreas do governo são afetadas pelo corte. Até o cafezinho teve que ser suspenso no Ministério da Economia. Recursos do Farmácia Popular também foram reduzidos.
A Receita Federal também alertou que a falta de recursos poderia comprometer a emissão de CPF e o processamento das restituições de Imposto de Renda.
O Globo