“O dado repete tendência verificada em 2018, primeiro ano cheio da reforma trabalhista, quando apenas 470 solicitações foram registradas. No ano passado, apenas 174 pedidos foram concedidos; neste ano, são 106 os que receberam o ok do ministério”, aponta a reportagem.
O fato resulta em algo positivo para o sindicalismo sério. Sem a fonte compulsória, ficam somente as entidades que realmente se dedicam a defender os interesses de trabalhadores e categorias. A CUT nasceu com esse propósito como forma de acabar com o peleguismo, mas, ao longo da década de 1990, a central que nasceu abraçada ao petismo foi abandonando a ideia.
O fim da contribuição obrigatória (o termo já é uma contradição em si. Afinal, se é contribuição não deveria ser obrigatória) já merece até apoio de dirigentes da CUT, que foram radicalmente contra a reforma trabalhista: “Do ponto de vista da CUT, criticamos a estrutura sindical brasileiro, porque o fato de o financiamento ser feito pelo imposto desobrigava as direções sindicais de buscar sócios”, afirmou ao Estadão o diretor executivo da Central, Julio Turra.
Hoje, o desconto sindical só ocorre com autorização do trabalhador. Com isso, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado.
Focus.jor