Nos bastidores, no entanto, deputados reclamam da demora nas nomeações. Isso porque, de acordo com decreto presidencial, os nomes indicados para cargos devem passar antes por uma avaliação na Controladoria-Geral da União (CGU) e na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), responsável pela construção de poços no interior, e a Companhia Docas do Ceará, que administra o Porto de Fortaleza, foram os mais cobiçados pelos parlamentares. O motivo? São órgãos de capilaridade política e financeira, que movimentam vultuosas verbas públicas. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que implementa, entre outras ações, sistemas de esgotamento sanitário, foi também disputada.
Estão ainda na lista de distribuição de cargos no Ceará o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o Hospital Universitário Walter Cantídio; o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os cargos em algumas dessas repartições foram divididos com mais de um deputado cearense.
Diário do Nordeste