"A única coisa que houve foi somente o pedido de 200 HTs (rádios de comunicação), que já foram enviados. Devem até já estar aí", detalha Oliveira. A solicitação dos equipamentos foi apresentada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Os rádios estão para uso das equipes de saturação acionadas para a vigilância reforçada das ruas. "Mas não há nada ainda sobre tropa para o Ceará", sustenta.
Na série de atentados ocorridos no Estado nos primeiros dois meses de 2019, a Força Nacional teve 406 homens deslocados para o Ceará. À época, foram mais de 230 ocorrências - a maioria também na Capital, como agora. No último dia 5 de junho, o Diário Oficial da União publicou a portaria nº 573, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, renovando a permanência de pessoal da FN no Estado por mais 90 dias. O apoio era para ações específicas da Polícia Civil, "compondo Força Tarefa de Polícia Judiciária, com o objetivo de conter a criminalidade e reduzir o índice de homicídios".
Porém, o próprio comandante da Força afirmou ao O POVO Online que a última leva presente deixou o Ceará em março. A SSPDS justificou que o pessoal acionado é da parte da Polícia Judiciária e está trabalhando em investigações, usando a sede local da Polícia Federal. Apesar da negativa reafirmada pelo coronel, o próprio governador Camilo Santana divulgou, pelas redes sociais, que está em conversações com o ministro Moro avaliando a possibilidade de novo desembarque da tropa para agir contra os ataques.
O POVO Online