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Presa por desacatar agentes, advogada acusa secretário de planejar mortes em presídios

Presa por desacatar agentes, advogada acusa secretário de planejar mortes em presídios

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
27/09/2019 às 11h43 Atualizada em 27/09/2019 às 11h43
Presa por desacatar agentes, advogada acusa secretário de planejar mortes em presídios
Foto: Reprodução

A confusão envolvendo Paloma Gurgel e agentes  penitenciários ocorreu na noite desta quinta-feira (26) no momento em que eles escoltavam um preso (cliente dela) para uma consulta em uma clínica médica localizada na Avenida 13 de Maio, no bairro de Fátima. A advogada afirma na clínica foi ameaçada de morte, com arma de fogo apontada em sua direção. Na discussão, recebeu voz de prisão e, em resposta, também deu voz de prisão ao agente. A Polícia Militar e representantes  da OAB-Ceará foram chamados e conduziram os dois para a Delegacia Geral.

A advogada diz que se recusou a ser levada numa viatura do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), ocupada pelos agentes. No áudio, ela diz que foi agredida fisicamente e submetida a exame de corpo de delito na sede da Perícia Forense do Estado (Pefoce).

Na gravação, Paloma Gurgel acusa diretamente o secretário Mauro Albuquerque de comandar torturas contra presos no Ceará, repetindo, segundo ela, o que ocorreu quando ele exercia cargo semelhante no estado do Rio  Grande do Norte.  

“Todo mundo sabe o histórico desse secretário. Todo mundo sabe o que está acontecendo nesta cidade desde que ele entrou (assumiu o cargo). Já são dois episódios de ataques.  Ele pensou que o povo (detentos de facções rivais) ia se matar, como se matou lá em Natal. Era a tática dele, mas não deu certo aqui. Ao contrário, várias investigações da (Polícia) Federal afirmam que foi feito um acordo de paz pelas facções devido ele ter juntado os presos (de facções rivais) nas mesmas alas, como ele disse que ia fazer”.



Fernando Ribeiro