As alterações legislativas visam aproximar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), as ações e os serviços públicos de saúde do Estado e dos 184 municípios. A proposta também prevê uma nova estrutura organizacional da Sesa. A aprovação das leis começa a colocar em prática as políticas públicas da Saúde anunciadas no mês passado.
De acordo com o governador, a nova plataforma deve tratar a saúde nas regiões do Estado de forma mais igualitária.
"Isso significa que a região que não tem atendimento de uma determinada especialidade vai passar a ter. Além disso, teremos a criação de novas vagas para que as pessoas não esperem tanto tempo por um leito. Isso acontece para que a saúde chegue mais perto da população, estamos colocando em lei para que fique de certa forma garantido", pontuou.
Ao todo, o Governo do Estado prevê investimento extra de R$ 600 milhões na implantação do novo sistema de atendimento na Saúde. As duas propostas de leis foram aprovadas na Assembleia Legislativa do Ceará no último dia 5 de setembro.
A priorização do investimento na plataforma deve ocorrer baseado em "vazios assistenciais" e em fatores qualitativos da saúde, segundo o secretário Dr. Cabeto.
"Está previsto nesse processo uma reorganização do sistema de UTI para as regiões de saúde. Algumas já vão acontecer, como Crateús, Tauá, Tianguá e Itapipoca. O Ceará pretende estabelecer uma estrategia de estado e não de governo", ressaltou.
O POVO Online