Com isso, a violência contra pessoa LGBTQI+ torna-se idoneidade moral. Conforme o órgão, a decisão acontece por conta do aumento da violência contra essa população no Brasil.
Na última sexta-feira, 27, o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, falou sobre a decisão durante o 9º Congresso Nacional de Direito LGBTI+, na seccional catarinense da OAB. “Trata-se de uma decisão histórica que evidencia o compromisso de nossa entidade com o combate a qualquer forma de opressão”, afirmou.
Na ocasião, o presidente lamentou os números de violência presentes no Relatório de Mortes Violentas da População LGBTI 2018, que apontam 420 homicídios contra o grupo, indicando que o principal instrumento utilizado nesses crimes foi arma de fogo. Ele acredita que a conta é subestimada, uma vez que o Brasil não conta com um sistema de denúncia eficaz.
Em maio de 2019, a OAB já havia determinado que profissionais com histórico de violência contra mulheres, idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência física ou mental, também não poderão se inscrever para os quadros.
OAB