“Eu não posso colocar matérias que caminhem para um enfrentamento com o Supremo Tribunal Federal. Então vamos esperar o julgamento, vamos ver qual é a decisão que o Supremo vai tomar”, explicou.
Para Maia, a matéria deveria, desde o início, ter sido tratada por uma PEC. Fato que, segundo ele, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, discordava em uma de suas primeiras reuniões sobre o pacote anticrime, que trazia esse dispositivo.
“Na semana que o presidente Toffoli decide pautar o julgamento da prisão em 2ª instância, a CCJ volta com o tema com o apoio do governo. Quer dizer, ou o governo era a favor da constitucionalidade no projeto de lei e tem votos para aprovar no plenário, ou era a favor da emenda constitucional. Eram caminhos distintos”, afirmou.
O presidente da Câmara disse não querer que o Legislativo confronte o Judiciário, por isso a cautela de dar prosseguimento ao tema. Nesta quarta-feira (16), a PEC que trata do assunto teve seu parecer lido na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), depois de muita obstrução.
“Vamos ver como vai ser o resultado do Supremo para a gente avaliar em que condições a gente deve ou não entrar logo depois nessa discussão. Não pode parecer que o Supremo julgue um tema, interprete a Constituição e a gente caminhe para um enfrentamento com a Justiça brasileira nem nesse tema e nem em nenhum”, completou.
Poder 360