“Eu peço desculpas a quem, por ventura, tenha entendido que eu estou estudando o retorno do AI-5 ou a que achou que o governo estudava alguma medida nesse sentido. Essa possibilidade é uma interpretação deturpada do que eu falei. Eu apenas citei o AI-5, não falei que ele estaria retornando. Eu fico bem confortável e bem tranquilo para deixar isso daí claro. Não existe retorno do AI-5”, disse Eduardo, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.
A declaração de Eduardo Bolsonaro provocou reação generalizada no mundo político. Partidos de oposição protocolaram uma ação na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados em que pedem a cassação do mandato do filho Zero Três de Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou que a apologia à ditadura é passível de punição.
Questionado sobre o assunto, o presidente Bolsonaro lamentou a declaração e afirmou que não tinha de se explicar por uma polêmica criada por seu filho caçula. “Quem quer que seja que fale em AI-5 está sonhando”, disse. “Ele é independente. Tem 35 anos se eu não me engano. Mas tudo bem. Lamento. Se ele falou isso, que eu não estou sabendo, lamento. Lamento muito.”
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