“Estudo recente da Organização Mundial de Saúde situou o Brasil num desonroso 5º lugar na taxa de feminicídios entre 84 nações pesquisadas… O Congresso Nacional tem feito a sua parte”, argumenta a autora Rose de Freitas (Podemos-ES) em sua proposta.
O texto foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em 30 de outubro. Em plenário, eram necessários 49 votos para ser aprovado. No 1º turno, o placar foi de 58 votos favoráveis e nenhum contrário. Já no 2º turno, minutos depois, houve 60 votos em favor do projeto e nenhum contra.
O relator da proposta, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), explicou em seu parecer que os registros de feminicídio cresceram em 1 ano. Por sugestão da presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), ele também incluiu o estupro na lista de crimes imprescritíveis.
Vieira cita estudos da USP (Universidade de São Paulo) e da Pesquisa Violência Doméstica contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência.
“Portanto, precisamos comunicar aos agressores que a violência contra as mulheres não é admissível e será severamente punida pela ação estatal. Tornar o feminicídio imprescritível é um dos caminhos possíveis para a dissuasão que pretendemos”, escreveu no relatório.
Poder 360