“Eu vim de lá [Venezuela] para melhorar um pouco a minha vida. Cheguei ao Brasil e trouxe a minha família porque eles estavam morrendo de fome na Venezuela”, conta Amilka Guidá, único do grupo que fala português, ainda pouco fluente.
Ele relata que chegou ao Brasil pela região Norte, passou por Brasília, até chegar a Fortaleza e depois Sobral. Segundo ele, além do grupo que já está em Sobral, outros venezuelanos estão a caminho do município cearense.
Desde 2017, milhares de venezuelanos deixam o país de origem em busca de melhores condições em outras cidades, inclusive dezenas de cidades brasileiras.
No total, 15 crianças e 15 adultos, entre homens e mulheres - uma delas grávida - estão refugiados. “Nós homens estamos precisando de serviço, estamos querendo começar a trabalhar. Nós temos esse direito. Nossas mulheres também estão precisando de serviço. Gostamos de Sobral e vamos ficar aqui”, afirma Amilka. O venezuelano conta que chegou ao município há cinco dias e conseguiu ajuda de moradores com alimentação e vestimenta.
“Nós não vamos mais regressar à Venezuela porque estamos melhor aqui. O brasileiro tem bom coração para ajudar o venezuelano. Estávamos pedindo ajuda nos sinais, mas quando chegamos aqui trouxeram comida”, lembra.
G1 CE