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Mais de 60 pessoas envolvidas em esquema de desvio de dinheiro público em Crateús

Mais de 60 pessoas envolvidas em esquema de desvio de dinheiro público em Crateús

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
19/11/2019 às 15h53 Atualizada em 19/11/2019 às 15h53
Mais de 60 pessoas envolvidas em esquema de desvio de dinheiro público em Crateús
Foto: Reprodução

A pedido do MPCE, a 3ª Vara de Crateús decretou a prisão preventiva dos servidores da Secretaria Municipal de Educação de Crateús Antônia Monalisa Pinheiro Paz Chaves, Ana Cláudia Teles da Ponte e Luan Junho Araújo Feitosa. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Secretaria de Educação de Crateús e nas residências dos servidores Antônia Monalisa e Luan Junho, bem como no domicílio de Maria Aparecida dos Santos Chaves e Ernandes Alves Pedro, diretores de escolas municipais.

A investigação do MPCE apurou que Antônia Monalisa e Ana Cláudia, atuando na chefia dos Recursos Humanos da Secretaria, estavam envolvidas em esquema criminoso em que professores temporários contratados pelo Município eram obrigados a repassar parte dos salários ou então teriam os contratos rescindidos pela Prefeitura. As duas se utilizavam da condição de influência e autoridade perante a Secretaria para conduzir o esquema. Já Luan Junho era responsável por alterar as folhas de frequência no sistema informatizado da Prefeitura, modificando carga horária, aumentando horas-aula, com a finalidade de gerar créditos aos contratados, que posteriormente deveriam repassar esses valores aos investigados.

Além disso, a 4ª Promotoria de Crateús constatou que Ernandes Alves, diretor da Escola de Cidadania do Distrito de Ibiapaba, e Maria Aparecida, diretora de Escola de Cidadania José Martins de Lima, na localidade de Patos, se envolveram na fraude criminosa. Eles passaram a receber vantagens ilícitas de Cláudia e Monalisa para permitirem que, nos respectivos estabelecimentos de ensino, fossem lotadas pessoas que receberiam por horas trabalhadas acima do que efetivamente cumpriam, sendo que os valores pagos indevidamente seriam repassados a Cláudia e Monalisa. Além disso, eles também enviavam folhas de frequência adulteradas, constando horas de trabalho em excesso, gerando vantagens indevidas que eram repartidas entre todos.