No dia em que se deparou com o despacho obrigatório, Ariella conta ter argumentado: “Eu falei que se eles perdessem, eles estariam perdendo toda a vida da minha filha”. “E se eu morrer, quem vai saber da vida médica dela igual a mim? Minha preocupação é deixar a Gabriela e ninguém saber conduzir a vida médica dela como eu conduzo”.
O aplicativo já está disponível para iOS e Android, é gratuito e tem a finalidade de ser um espaço onde o usuário pode compartilhar dados de toda a sua vida médica: exames, consultas, medicamentos e também fotos.
Ariella conta que em uma das consultas da filha, foi perguntada se ela tinha muitas aftas quando criança, mas a mãe não lembrou. “Quem imagina que o formato de uma afta pode ser essencial para a descoberta de uma doença? Ninguém”.
Muitas especialidades são essenciais para o caso de Gabriela: oftalmologista, neuropediatra, reumatologistas e infectologista, mas as consultas não acontecem juntas e é Ariella quem tem a responsabilidade de levar a informação de um médico para os outros.
Com o aplicativo, Ariella diz esperar que as pessoas não passem pelo que ela e outros pacientes em situação semelhante enfrentam. “Não quero que sofram o que eu sofri com isso de perder exame, de chegar ao médico e não conseguir dizer o que aconteceu com seu filho ou com você mesmo há dois anos. Vou me ajudar também, estou ajudando meus pais. Há milhares de pessoas com a mesma dificuldade”.
O POVO Online