Os servidores pedem a retirada das propostas até que haja discussões mais aprofundadas com a categoria sobre a questão. Eles reclamam que a menos de uma semana de envio à Assembleia, o pacote da reforma da Previdência estadual está "praticamente pronto para ser votado". Apesar dos embates, a base do Governo Camilo mantém a tramitação normal da matéria, sem dar esperanças de que a votação da reforma possa ficar para 2020.
De acordo com o líder do Governo na Casa, deputado Júlio César Filho (Cidadania), uma portaria do Governo Federal, publicada no dia 4 de dezembro, obriga estados e municípios a se adequarem às novas regras previdenciárias até 31 de julho de 2020, sob pena de corte de repasses voluntários da União e bloqueio de empréstimos em bancos públicos.
Os argumentos da base do Governo Camilo são rebatidos pelos servidores, que alegam que o déficit do Estado é um problema orçamentário e não previdenciário.
Entre as principais mudanças propostas pela reforma da Previdência de Camilo, estão o aumento da idade mínima para se aposentar, que passariam dos atuais 55 para 62 anos, no caso das mulheres, e de 60 para 65 anos, para os homens. Categorias como professores, policiais e agentes penitenciários, por exemplo, têm regras próprias - não se encaixam nesse perfil.
Diário do Nordeste