Os auditores do Fisco demonstraram, por exemplo, que as receitas da empresa e a quantidade de espetáculos realizados pela Aviões e outras bandas da A3 Entretenimento - como a Solteirões do Forró, Forró do Muído e Forró dos Plays - eram bem superiores às declarações feitas à Receita.
Uma análise nos contratos firmados pelos artistas e as bandas para a realização dos shows provou que a maior parte do pagamento dos cachês era feito "por fora" e em espécie. No "dinheiro vivo". Na maioria das vezes, segundo fontes da Receita Federal, minutos antes dos cantores e das cantoras iniciarem os espetáculos.
Os shows, sempre lotados, só começavam depois que um operador do esquema recebia o dinheiro na coxia do palco. E, em geral, os valores declarados ao Fisco correspondiam apenas ao que constava no contrato subfaturado. De acordo com fontes, estima-se que de 25% a 50% do faturamento não era declarado à Receita.
Em outubro de 2016, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Receita e a Polícia Federal recolheram cerca de 40 mil documentos e mais de 25 terabytes de informações. O que gerou a análise minuciosa de milhares de dados e documentos após o confisco de computadores, notebooks, celulares e outras mídias. Também foram vasculhadas as agendas de shows das bandas da A3 Entretenimento.
O POVO Online