A proposta, enviada pelo governador Camilo Santana, tem sido alvo de protestos dos servidores estaduais, que não tiveram acesso às dependências da Assembleia Legislativa. Os manifestantes tentaram forçar a entrada e houve confusão.
Mesmo sob uma forte chuva, servidores se concentraram do lado de fora da Assembleia Legislativa. Houve conflito com policiais do Batalhão de Choque, que atiraram bombas de efeito moral contra os manifestantes. Durante a confusão, algumas pessoas se feriram.
"Nós trabalhamos e queremos nossos direitos. Damos nossas vidas para o governo funcionar e não é justo sermos tratados dessa forma. A bomba explodiu no meu pé, mas isso não vai nos intimidar", conta Rosângela Pimenta, professora da Universidade Estadual Vale do Acaraú. Uma outra manifestante, Marta Medeiros, membro do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Ceará (SindSaúde), caiu ao correr das bombas dos políciais e feriu a cabeça.
Segundo o presidente da Casa, José Sarto (PDT), a iniciativa de proibir a entrada de servidores estaduais e líderes sindicais nas galerias da Assembleia foi feita para “garantir a segurança de deputados e deputados, dos servidores da Casa e, principalmente, dos manifestantes”. Parlamentares criticaram a proibição.
Diário do Nordeste