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Em Santa Quitéria, o mata-mata neste ano será pelas 13 vagas da Câmara Municipal

Em Santa Quitéria, o mata-mata neste ano será pelas 13 vagas da Câmara Municipal

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
29/01/2020 às 15h42 Atualizada em 29/01/2020 às 15h42
Em Santa Quitéria, o mata-mata neste ano será pelas 13 vagas da Câmara Municipal
Foto: Reprodução

Este ano será a primeira edição de uma eleição sem coligações proporcionais. A Emenda Constitucional 97/2017 garante aos partidos políticos autonomia para definir o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, sendo vedada a sua celebração nas eleições proporcionais.

Em Santa Quitéria, são 13 vereadores, distribuídos em nove partidos diferentes. Na terra onde não existe soldados políticos e todo mundo é general e líder de sua tropa, todos terão que repensar seus conceitos. Com a proibição do fim das coligações, as pré-candidaturas majoritárias irão encontrar um novo xadrez político.

A primeira dificuldade será acomodar vários vereadores em um único partido. A briga por interesses não será fácil, uma vez que uns serão salvos enquanto outros serão jogados na boca do leão.

Os suplentes, mais atualizados sobre as leis eleitorais, não querem ficar em coligações onde já tenham candidatos com mandatos, uma vez que ao longo de anos foram tratados como “patinho feio” sem direito a assumir uma única vez uma cadeira na Câmara. Muitos dos atuais suplentes agora querem que os atuais parlamentares sejam engolidos pelo próprio egoísmo, ou por não terem aprendido a lição do pai da ciência política, Nicolau Maquiável: divide e impera.

Outro problema a ser enfrentado pelas pré-candidaturas majoritárias estão em arrumar um número expressivo de candidatas mulheres para preencher o número de vagas determinados pela legislação. Com uma fiscalização cada vez maior e o risco iminente de denuncias sobre candidaturas laranjas, todo cuidado é pouco.

A revolta dos suplentes ainda está em curso, muitos procurando a melhor coligação que garantam suas vagas, ou que pelo menos, que lhes assegurem uma largada igualitária. Quanto aos suplentes só existe uma certeza, estão convictos de que não servirão de buchas para candidaturas que estejam no exercício do mandato.