A deflagração da greve de policiais e bombeiros militares, na tarde da última terça-feira (18), fez “explodir” os índices da criminalidade no Ceará. No intervalo de apenas 48 horas da paralisação dos agentes da Segurança Pública (entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quinta), 28 pessoas foram assassinadas no estado, numa média de 14 homicídios por dia. Entre os mortos estão duas mulheres e dois adolescentes.
Na terça-feira (18), primeiro dia da paralisação dos agentes da Segurança, o Ceará registrou cinco homicídios na Grande Fortaleza logo após o anúncio da greve. Duas pessoas foram mortas na Capital, nos bairros Pici e Vila Manuel Sátiro. Outras três foram mortas nos Municípios de Maranguape (2 casos) e Pacatuba.
A violência, porém, aumentou descontroladamente nesta quarta-feira (19), quando as autoridades registraram 21 homicídios e latrocínios (roubos seguidos de morte). Firam cinco crimes na Capital, quatro na Região Metropolitana de Fortaleza, outros quatro no Interior Norte e mais oito homicídios no Interior Sul.
Nesta quarta-feira, 12 pessoas acabaram mortas nos seguintes Municípios do interior: Campos Sales (3 homicídios), Juazeiro do Norte (2), Barbalha, Assaré, Jardim, Monsenhor Tabosa, Sobral, Forquilha e Barroquinha.
E no começo da madrugada de hoje, quinta-feira (2), mais dois homicídios aconteceram na Grande Fortaleza e no Interior, nos Municípios de Caucaia e Juazeiro do Norte.