Comerciante vindo de Recife, João Falcão aguardava a realização dos exames no corpo do irmão, que faleceu neste último domingo (1º), por volta de 22h. “Sendo que deu um erro e, ao invés de trazerem o corpo do meu irmão aqui, levaram para o SVO [Serviço de Verificação de Óbito], e o corpo só chegou ontem (segunda-feira, 2), às 18h”, relatou.
Situação parecida foi relatada pela manicure Ana Claudia da Silva, que veio do município de Solonópole, no interior do estado. O primo dela não resistiu aos ferimentos de um acidente de moto e morreu nesta segunda-feira, por volta de 18h. Nesta manhã, ela ainda não tinha um parecer de quando poderá organizar o enterro. "É muito complicado por conta da grande demanda, a quantidade de profissionais muito pouca. No momento que a gente já se encontra muito abalado ainda tem que enfrentar todo esse processo", disse.
Em nota, a Pefoce, por meio da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), informou que os exames cadavéricos "estão ocorrendo de acordo com os protocolos e procedimentos da prática da Medicina Legal", mas não se manifestou sobre as denúncias de atrasos nas necrópsias. Na manhã desta terça (3), havia, segundo o órgão, 14 corpos sendo periciados, entre casos oriundos de hospitais, vítimas de trânsito e mortes suspeitas.
G1 CE