Para suprir a crescente demanda em um cenário de avanço da epidemia no país, a capacidade deveria aumentar 20%, ou seja, seriam necessários ao menos 3.200 novos leitos de UTI. Os números são da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), consolidados por meio do projeto UTIs Brasileiras.
Segundo recomendações da OMS e do Ministério da Saúde, explica Rezende, a taxa ideal de disponibilidade é de 10 a 30 leitos de UTI para cada 100 mil habitantes. Hoje, o SUS tem 10 leitos para 100 mil habitantes, porém preocupa a ocupação quase total. Na rede particular, acrescenta, a taxa é de 40 leitos para cada 100 mil habitantes.
Casos graves de coronavírus — mais frequentes em idosos e pessoas com deficiência de imunidade — necessitam internação em UTI com isolamento respiratório, principalmente pela chance de propagação da doença por gotículas.
O Globo