Ele frisa que não há desabastecimento no varejo e que o que existe é um descompasso entre a velocidade de vendas nas lojas e a logística para transferir os estoques dos centros de distribuição para os pontos de venda de itens mais procurados neste momento. “Grandes varejistas fizeram a lição de casa e aumentaram as compras da indústria. O problema é que leva tempo para entregar o produto no centro de distribuição e depois fazer a entrega na loja”, diz Munhoz, da Neogrid.
Um recorte especial da pesquisa mostra que de uma cesta de 28 itens mais vendidos e mais escassos, o antisséptico para mãos foi o campeão: as vendas cresceram 630,5% em março. No mesmo período, as vendas de álcool aumentaram 322,7% e a escassez do produto nas prateleiras beirava também a 30% no fim de semana. Alimentos básicos como leite em pó, longa vida, açúcar e massas também estão na lista dos mais procurados e que enfrentam escassez.
Estadão Conteúdo