De acordo com o diretor do dfndr lab, Emilio Simoni, os cibercriminosos utilizam acontecimentos de grande repercussão para tornar o ataque mais verídico. "Alguns golpes se aproveitam de ações reais que grandes empresas e o governo estão realizando para enfrentar o coronavírus, como a doação de álcool em gel e pagamento de benefícios à população", explica Simoni, que acredita no aumento do número de ataques e de vítimas nos próximos dias.
É um exemplo o suposto programa de "Auxílio Cidadão 2020", que alega que trabalhadores autônomos e pessoas de baixa renda têm direito a uma espécie de "auxílio coronavírus" de R$ 200 mensais. Para isso, a vítima teria que fazer cadastro em um site que é, na verdade, um link malicioso.
A corrente passou a ser compartilhada em grupo de WhatsApp neste domingo (22) e foi desmentida no mesmo dia pela Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. O golpe se aproveita de medidas anunciadas nos últimos dias pelo governo, mas que ainda não foram aprovadas e, portanto, não estão em vigor. Segundo pesquisa do dfndr lab, cerca de 42,5 milhões de brasileiros já receberam ou acessaram notícias falsas sobre a Covid-19. Para 43,2% dos entrevistados, o WhatsApp é o principal vetor para os boatos.
O mensageiro tem tomado medidas para evitar desinformação no aplicativo, como o lançamento de um site exclusivo para informações sobre o novo coronavírus. Além disso, a versão beta do WhatsApp anunciou, neste sábado (21), testes de uma ferramenta para pesquisar diretamente no Google o texto de mensagens frequentemente encaminhadas. O objetivo do recurso é permitir que os próprios usuários possam conferir a veemência das informações muito repassadas no aplicativo.
Por Marcela Franco, para o TechTudo