A mais enfática e literal, até o momento, saiu de um vídeo gravado por Durski e publicado, orgulhosamente, em suas redes sociais. Aos seus seguidores, ele diz, indignado: “Não podemos [parar] por conta de 5 mil pessoas ou 7 mil pessoas que vão morrer. […] Tava melhorando muito, o Brasil tem que continuar trabalhando. Não pode simplesmente os infectologistas [sic] decidir que tem que todo mundo parar.”, diz o empresário.
Justus, por sua vez, enviou um áudio em um grupo de WhatsApp e acabou sendo exposto. Seguindo o exemplo do presidente Jair Bolsonaro, que diminuiu a Covid-19 a uma “gripezinha” e classificou os alertas como “histeria” mais de uma vez, Justus diz:
“Vai custar muito caro. Você está preocupado com os pobres? Você vai ver a vida devastada da humanidade na hora do colapso econômico, da recessão mundial, dos pobres não ter o que comer, das empresas fecharem, do desemprego em massa, não dá pra comparar com um virusinho, que é uma gripezinha leve para 90% das pessoas.”.
A fala de Luciano Hang, da Havan, fecha o ciclo de intenções dos empresários. Com o discurso de que se importam com os mais pobres e com os futuros desempregados no Brasil, eles têm a opção de, se quiserem, demitirem seus funcionários e irem “à praia”. Criticando a “histeria” do fechamento de comércios, Luciano, em uma atitude patriótica, diz que pode mandar seus 22 mil funcionários embora por conta do coronavírus.