A primeira a ser solta foi a advogada Elisângela Maria Mororó, que no ano passado fugiu de Fortaleza ao saber que a Justiça havia decretado a sua prisão preventiva. Mas, acabou sendo capturada por policiais do Batalhão de Comando Tático Rural (Cotar), na cidade Catarina, na Região dos Inhamuns (a 394Km de Fortaleza). Por determinação do STJ, ela ficará em prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.
Dois meses após ser levada para o Presídio Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, a advogada somulou ter sido agredida na cadeia para convencer a Justiça a mandá-la para casa em prisão domiciliar. Teria convencido outra detenta a espancá-la. A farsa, porém, foi desfeita pela própria agressora, que disse ter sido corrompida com a promessa de que receberia dinheiro e também seria solta.
O segundo a deixar a cadeia foi o advogado Lucas Arruda Rolim, que também é apontado como envolvido com uma organização criminosa que agia dentro dos presídios, facilitando a comunicação entre líderes de uma facção e seus “soldados” fora da cadeia.
A quadrilha de advogados servia de “pombo correio” entre os criminosos presos e os soltos e acabou também se envolvendo em tráfico de drogas, conforme investigações realizadas em sigilo pelo Ministério Público Estadual.
Fernando Ribeiro