O impacto se mede a partir das piores posições no Estado: o Município teve o terceiro pior saldo de empregos do Ceará, à frente de cidades-polo como Caucaia, Juazeiro do Norte, Eusébio e Sobral.
Especialistas avaliam que este saldo negativo deve demorar pelo menos três meses após a retomada das atividades para começar a ser revertido e com o retorno ao trabalho cheio de incertezas. "A economia não tem condições de repor todas essas vagas de uma vez. No próximo trimestre, talvez já comecemos a ver algum tipo de melhora nesse saldo", projeta Aécio de Oliveira, professor de Economia Ecológica da Universidade Federal do Ceará.
Erle Mesquita, coordenador de Estudo e Análise de Mercado de Trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), acredita não ser possível prever quando o mercado de trabalho deverá se recompor. Segundo ele, serão necessárias políticas do trabalho e união entre as diferentes instâncias de poderes e gestores para recuperar os empregos perdidos e gerar novos.