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Tomás Figueiredo fala em "motivação política" sobre atuação do MP no toque de recolher

Tomás Figueiredo fala em "motivação política" sobre atuação do MP no toque de recolher

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
31/05/2020 às 11h57 Atualizada em 31/05/2020 às 11h57
Tomás Figueiredo fala em
Foto: Reprodução

Marina Romagno e Deric Funck argumentaram que a medida foi adotada “sem base em evidências científicas e em análises sobres às informações estratégicas em saúde” e que “só pode ser adotada pelo Presidente da República e em caso de defesa e estado de sítio ou de guerra declarada”. Recomendação semelhante foi enviada à Prefeitura da vizinha Catunda, que revogou a medida após intervenção realizada dez dias do decreto vigorar.

Ao jornalista Antonio Rodrigues, Tomás disse que causou estranheza a demora em enviar a Recomendação à Catunda, quando só restavam dois dias para encerrar o “toque de recolher”, já que houve muita agilidade para pedir a revogação do decreto em Santa Quitéria. “Por que nesses 11 dias de Catunda não tomaram atitude?”, provocou.

O gestor também sugeriu ainda que o pedido para revogação “pode ter motivação política”, ao citar que o irmão de um dos promotores “era da gestão passada”, se referindo a Claudio Funck Leite, irmão de Deric e que ocupou cargo na Coordenadoria de Política Sobre Drogas, ligada à pasta da Assistência Social, quando na gestão do ex-prefeito Fabiano Lobo.

A Procuradora-Geral do Município, Karen Celine Correa Cavalcante, respondeu ao documento ministerial, pedindo a reconsideração e alegando que “a sua revogação prematura resultaria em maior contágio e, infelizmente, em alta probabilidade de novos óbitos”. O toque de recolher permanecerá em vigor até amanhã (1º).