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Pandemia da política: Ministério Público investiga irregularidades em 20 cidades do Ceará

Pandemia da política: Ministério Público investiga irregularidades em 20 cidades do Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
25/07/2020 às 09h18 Atualizada em 25/07/2020 às 09h18
Pandemia da política: Ministério Público investiga irregularidades em 20 cidades do Ceará
Foto: Reprodução


Segundo o promotor de Justiça Élder Ximenes, que coordena o Centro de Apoio Operacional da Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (CAODPP), a prestação de serviços essenciais tem sido usada, por vezes, de forma personalista, para fortalecer a imagem de pré-candidatos.

Houve muitas políticas assistenciais, de distribuição de cestas básicas, para as pessoas conseguirem ficar em casa, de distribuição equivalente a merenda escolar, a vale gás, para ajudar as pessoas a sobreviverem, já que todo mundo teve queda de arrecadação, de salário. Mas quando o gestor associa essa política pública à imagem dele, que está se recandidatando, ou à imagem de um futuro candidato, ele está cometendo uma ilicitude eleitoral.

Fazer uso promocional pessoal com fins eleitorais é conduta vedada pela Lei 9.504/1997, a Lei de Eleições, que prevê, inclusive, a cassação do registro do candidato ou do diploma do gestor.

“A gente não briga com o que é legitimamente relacionado ao enfrentamento à pandemia. Tem que ajudar o povo, mas de uma maneira impessoal, como um serviço da Prefeitura, do município. Mas já ouvi histórias de que havia gente distribuindo itens já com a fotografia dele (do gestor)”, relata Élder Ximenes.

Diário do Nordeste