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Eleições vão criar quase 1,5 milhão de vagas temporárias. Confira perfis

Eleições vão criar quase 1,5 milhão de vagas temporárias. Confira perfis

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
24/08/2020 às 09h13 Atualizada em 24/08/2020 às 09h13
Eleições vão criar quase 1,5 milhão de vagas temporárias. Confira perfis
Foto: Reprodução


Segundo o consultor e professor de marketing político, Marcelo Vitorino, a expectativa é que, no mínimo, 1,5 milhões de vagas sejam geradas. Ele, contudo, relata a dificuldade em encontrar profissionais qualificados para trabalhar na área política.

“Nós teremos mais de 500 mil candidaturas em todo o país. Cada candidato conta com pelo menos um assessor de comunicação. Mas, na média, esse número costuma ser três ou quatro vezes maior”, disse o especialista, chegando na estimativa de oportunidades de empregos a serem abertos.

Vitorino explica que a comunicação política vem aumentando no país e fazendo com que os candidatos falem diretamente com o eleitor através das redes sociais. Por isso, além de assessores, os políticos agora precisam de profissionais que saibam impulsionar conteúdo. “O mercado mudou. A política e os profissionais precisam se adequar aos meios virtuais”, disse.

O especialista citou os cargos mais procurados, suas funções e também quanto ganha, em média, cada profissional. De acordo com Vitorino, há muitas oportunidades em aberto, mas poucas pessoas se especializaram na área.

  • Redator político: o coração de toda a campanha eleitoral é o redator político, pois ele tem a função de vender a imagem do candidato. Esse profissional pode ganhar um salário de R$ 4 mil em municípios pequenos e chegar a embolsar R$ 20 mil em capitais.
  • Jornalista: o jornalista é o segundo cargo mais procurado pelos políticos. Os profissionais também auxiliam na campanha e podem receber de R$ 2 mil, em cidades pequenas, a R$ 10 mil em capitais.
  • Analista de mídia social: a responsabilidade de impulsionar os conteúdos referentes ao candidato é do analista de mídia social. Esses profissionais podem começar ganhando R$ 1,5 mil e chegam a receber até R$ 6 mil.
  • Analista de mídia on-line: O analista de mídia on-line difere do analista de mídia social porque precisa ter qualificação e experiência com inteligência virtual. Esse é o perfil mais procurado e quase não existem profissionais aptos a ocupar as vagas. A remuneração varia entre R$ 4,5 mil e R$ 10 mil.
  • Gerente de comunidade: Esses profissionais são responsáveis por falar diretamente com os seguimentos, como o trabalho dos cabos eleitorais antigamente. Os salários variam de R$ 4 mil a R$ 8 mil.

Como me qualificar?
Marcelo Vitorino separou dicas para quem quer seguir na área do marketing político e aproveitar as oportunidades durante as eleições municiais deste ano. O especialista reclama da falta de profissionais qualificados, mas garante que a determinação é a peça-chave para o sucesso nesse setor.

  • Saber como funciona a política, os partidos e uma eleição.
  • Assistir filmes e séries sobre política, para entender de uma maneira mais didática.
  • Buscar materiais abertos na internet sobre marketing político.
  • Seguir colunistas e ler conteúdos de política.
  • Se possível, fazer cursos virtuais.

“É uma carreira que começa no ano eleitoral, mas você pode seguir o resto da vida”, finalizou o especialista.

Metrópoles