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Assinatura de protocolo para mina de Itataia repercute na Assembleia Legislativa

Assinatura de protocolo para mina de Itataia repercute na Assembleia Legislativa

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
09/10/2020 às 09h01 Atualizada em 25/05/2022 às 17h26
Assinatura de protocolo para mina de Itataia repercute na Assembleia Legislativa
Foto: Reprodução

O parlamentar, que integra a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido da Casa, criticou a medida e a exaltação por parte do governador Camilo Santana. “É no mínimo estranho que um governador, que é analista ambiental do Ibama, se regozije de incentivar um modelo econômico concentrador, socialmente injusto e ambientalmente destrutivo”, afirmou.

Segundo Roseno, o modelo de energia nuclear é sujo e perigoso. “O Governo do Estado deveria estimular outras matrizes energéticas. A produção de energia nuclear é perigosa para o meio ambiente e para as pessoas em todos os estágios da sua cadeia produtiva. Vários acidentes que acontecem recorrentemente nas usinas existentes comprovam isso”, alertou.

Roseno explicou que o licenciamento da exploração foi cancelado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), não apenas pelo perigo intrínseco, mas porque o projeto não esclarece pontos importantes, principalmente no tocante à segurança dos resíduos. “No novo projeto, mais uma vez, não se explica que tecnologias serão usadas, nem de onde será tirada a água para a exploração, e nem a situação dos resíduos”, disse.

Segundo o parlamentar, foi anunciado que haverá uma “pilha de resíduos”. “Mas, nesse caso, os resíduos são o próprio urânio, que contamina o solo e, através dele, a água, e as pessoas”, argumentou. Roseno questionou ainda o alto consumo de água que a usina utilizaria, afirmando que o projeto anterior previa a utilização de 115 carros-pipa por hora, enquanto o projeto atual não determinou ainda o gasto.

Os argumentos de que a exploração gerará emprego e renda e transformará Santa Quitéria “em um novo Pecém”, conforme Roseno, não se sustentam. “Todo argumento em torno da justificativa do projeto de exploração de urânio é equivocado. Queremos enfrentar a miséria e a pobreza de forma sustentável em curto, médio e longo prazo”, defendeu.

Blog do Edison Silva