Isso não significará, porém, estremecimentos objetivos no convívio diplomático com os EUA nem repercussões concretas na vida brasileira. Já no caso de triunfo republicano, a lógica de rebaixamento à principal potência mundial deverá prosseguir, conforme se verificou nos últimos dois anos, numa ausência de ganhos concretos para o Brasil.
Pedro Israel, professor universitário e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal do Ceará (UFC), analisa que sob governo de Bolsonaro o Brasil se converteu em pária perante o mundo. "Com uma eventual vitória de Biden, duas pastas específicas - Relações Exteriores e Meio Ambiente - precisarão sofrer imediatas alterações, caso o governo brasileiro tenha o interesse de manter mínimas relações cordiais com os EUA", ele frisa.
Para o cientista político Manoel Galdino, se as alterações citadas por Pedro Israel não forem executadas, o País deve sofrer no máximo pressões no campo simbólico. No caso de sanções, mínimas, ele aponta, como suspensão de "auxílios, financiamentos, subsídios."
Pesquisador vinculado à Universidade Federal do Ceará (UFC), o sociólogo Cleyton Monte destoa do que vislumbra Galdino. Segundo diz, Biden tem insistido numa política de controle internacional da Amazônia, "com possibilidade de sanções. "Isso é ruim para o Brasil. Ainda mais porque o Bolsonaro abraçou Trump. Os democratas lembrarão disso muito bem", sublinha o docente.
O POVO Online